Busco-me,
desde quando senti
outros sangues
correndo em meu sangue.
Busco-me,
desde que vô tupi
e vó nagô
geraram uma diversa prole.
Busco-me,
desde o dia em que bebi
água de moringa
e adormeci na gostosa rede.
Busco-me,
desde quando reconheci
traços outros em minha
face heterogênea.
Busco-me,
desde quando ouvi
percussão, sopro, guitarra,
tudo junto no samba-roll.
Busco-me,
agora aqui
rememorando minha família
portuguesa-nagô-tupi..
(marcos peixe)
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